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Santa Cruz do Sul, Rio Grande do Sul, Brazil
O Observatório de Educação e Biopolítica (OEBIO) é uma iniciativa integrada ao Grupo de Pesquisa Identidade e Diferença na Educação e à Linha de Pesquisa Educação, Cultura e Produção de Sujeitos, no âmbito do Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade de Santa Cruz do Sul – RS. O OEBIO reúne pesquisadores(as) interessados nos estudos pós-estruturalistas, especialmente nos estudos foucaultianos, e suas interseções com a Educação. O objetivo do blog é divulgar as pesquisas (dissertações e teses), publicações e ações do grupo, além de criar espaços para trocas, parcerias e diálogos com pesquisadores(as) de outras instituições.

Postagem em destaque

domingo, 16 de junho de 2024

Livro

 


Este livro tem como objetivo contribuir para o debate sobre as políticas de identidade e suas estratégias no enfrentamento ao racismo no Brasil. Dividido em duas partes, cada uma com dois capítulos, o livro examina dois contextos nos quais a questão racial foi abordada.
A primeira parte, intitulada “Democracia racial e dispositivo de segurança”, analisa o contexto histórico da primeira metade do século XX, após a abolição da escravidão e o advento da República. Durante esse período, a composição racial da população tornou-se um desafio na construção de um projeto nacional. As discussões no pós-abolição envolveram teorias do racismo científico, movimentos sanitários e eugenistas, resultando em um projeto nacional baseado na ideia de branqueamento da população bem como na construção do mito da democracia racial, que desempenhou papel estratégico na construção dessa narrativa identitária nacional.
Na segunda parte, intitulada “Da desconstrução da democracia racial às políticas de identidade”, é apresentado o processo de desconstrução do dispositivo de segurança da democracia racial a partir dos anos 1950, com ênfase nas contribuições acadêmicas e nos movimentos sociais antirracistas. Analisa, na sequência, as políticas de identidade atuais e suas estratégias para combater o racismo. Por último, o livro problematiza os movimentos identitários antirracistas em relação à miscigenação e aos processos de subjetivação racial, propondo a superação destas estratégias a partir da “política de alianças” e “do comum”, conforme teorizadas por Judith Butler e Achille Mbembe, respectivamente.

https://pedroejoaoeditores.com.br/produto/producao-de-subjetividades-raciais-no-brasil-da-democracia-racial-as-politicas-de-identidade/

Livro


 Este livro proporciona uma introdução acessível à biopolítica, derivada dos estudos de Michel Foucault e seus desdobramentos contemporâneos explorados por Giorgio Agamben e Achille Mbembe. O autor, com experiência de mais de 20 anos em programas interdisciplinares, aborda as dificuldades dos estudantes ao ingressarem nos estudos foucaultianos. O foco é a biopolítica e seus impactos na contemporaneidade, destacando o flerte com o fascismo e a ascensão da extrema-direita. O texto explora a multiplicidade da biopolítica, desde a busca por uma vida melhor até políticas divisórias que atentam contra grupos sociais específicos. Na abordagem dos movimentos neofascistas, entendidos como manifestações de necropolíticas, o autor examina como certos grupos têm suas vidas desqualificadas politicamente. O livro é dividido em quatro capítulos, abordando o “poder disciplinar”, “biopolítica e governo da vida”, “biopolítica e racismo de Estado”, e, por fim, “biopolítica, vida nua e necropolítica” com análises de Agamben e Mbembe. A conclusão conecta essas análises para refletir sobre o neoliberalismo contemporâneo e suas facetas fascistas. Uma obra que busca apresentar a biopolítica de maneira acessível, sem perder o rigor acadêmico.

https://pedroejoaoeditores.com.br/produto/introducao-a-biopolitica-de-michel-foucault-e-seus-desdobramentos-na-contemporaneidade/


sábado, 15 de junho de 2024

Livro



E-book: Foucault, Arte e Educação / 2022

https://www.editoraschreiben.com/_files/ugd/e7cd6e_c966cd860ba64febbc2ecec11d780262.pdf 


4a capa:

"Foucault, mais atual do que nunca, nos permite posicionar-nos contra todas as formas de fascismos, e a favor de uma luta, aquela destinada a combater todas as formas de tirania, desde as mais miúdas, que atingem nossas vidas cotidianas. percorrendo os textos do filósofo, aceitamos a convocação nietzschiana: a de pesquisar como, afinal, nos tornamos o que somos hoje" - Rosa Maria Bueno Fischer

 

Livro




Os 21 textos dessa coletânea, de caráter paradidático, visam oferecer a professores(as) e alunos(as) da educação básica, e mesmo universitária, subsídios para reflexão e atividades em sala de aula sobre a temática das relações raciais. Com linguagem acessível, os(as) autores(as) escrevem a partir de suas experiências em campos distintos da educação e contribuem significativamente para a discussão do racismo estrutural e seu debate no ambiente escolar e acadêmico.

Esta é a segunda produção de caráter paradidático do Grupo de Pesquisa (CNPq) “Identidade e Diferença na Educação”, consolidado desde 2006, vinculado à Linha de Pesquisa “Educação, Cultura e Produção de Sujeitos” do Programa de Pós-graduação em Educação (mestrado e doutorado) da UNISC. Esta edição conta com apoio financeiro integral da FAPERGS, através do Edital Programa Pesquisador Gaúcho – PqG – Termo de outorga: 21/2551-0002205-1.


https://pedroejoaoeditores.com.br/produto/21-textos-para-discutir-racismo-em-sala-de-aula/ 

sexta-feira, 14 de junho de 2024

Podcast

 

Podcast do historiador Vinícius Finger: Problemáticas de uma pesquisa alternativa.

Link Podcast: https://soundcloud.com/user-909995017-557507585/problematicas-de-uma-pesquisa-alternativa-por-vinicius-finger

Sinopse: Nesse minicast, Vinícius Finger, descreve a problemática fundante da metodologia de pesquisas alternativas, que o levaram a produzir sua dissertação e Tese em quadrinhos. Sobre os limites do método científico e de seus princípios e as práticas de institucionalização da produção científica na academia. De que modo, o método científico pode ser descolado das práticas de padronização do saber científico nas instituições acadêmicas. É uma problematização foucaultiana sobre as possibilidades de produção de escritos científicos, diferentes das normas de escrita tradicionais.

Fragmentos da tese de doutorado de Vinícius Finger.

A CONSTRUÇÃO DAS NARRATIVAS QUILOMBOLAS: história, antropologia e política. Link Repositório UNISINOS: http://www.repositorio.jesuita.org.br/handle/UNISINOS/9101

PRÊMIO TESE CAPES 2021 

AUTORA: Marisa Fernanda da Silva Bueno

TÍTULO: A emergência do discurso da branquitude na legislação brasileira: racismo e educação

ORIENTADOR: Professor Doutor Mozart Linhares da Silva

https://repositorio.unisc.br/jspui/bitstream/11624/2898/1/Marisa%20Fernanda%20da%20Silva%20Bueno.pdf



RESUMO

 

A presente tese objetiva analisar e problematizar as condições relacionadas à emergência do discurso da branquitude na legislação antirracista brasileira – publicada após a Constituição Federativa do Brasil de 1988 –, sobretudo no que se refere à educação. Desenvolvida na linha de pesquisa “Educação, Cultura e Produção de Sujeitos”, na área de concentração “Educação”, do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade de Santa Cruz do Sul – UNISC, a tese toma a análise do discurso foucaultiana, de cunho arqueogenealógico, para o desenvolvimento das análises propostas. Nesse sentido, por meio dos operadores conceituais governamentalidade, verdade e dispositivo, o discurso da branquitude é analisado, a partir dos questionamentos e problematizações que o campo de estudos da branquitude promove sobre a constituição do racismo e a forma como ele se inscreve como um recurso de exclusão, como um dispositivo em prol, sobretudo, da normalização da brancura e da constituição de privilégios para aqueles que se definem como brancos. Com o alinhamento das verdades construídas nos períodos de colonização e pós-abolição, as teorias raciais se mantiveram como saberes estruturantes da cultura ocidental. Esses mecanismos discursivos deram suporte para a construção de estigmas e estereótipos que, primeiro, justificaram a escravidão – aniquilando o outro, cuja existência foi vinculada ao valor de mercadoria e, posteriormente, impuseram aos negros restrições sociais, impedindo a sua participação de forma igualitária nas possibilidades estatais e o desenvolvimento de suas potencialidades. O corpus documental desta tese se materializa através da legislação antirracista publicada após a Constituição Federal de 1988 e da pesquisa dos movimentos políticos necessários para a efetivação das leis antirracistas. A partir das análises propostas, foi possível concluir que a legislação antirracista é um importante demarcador das conquistas do Movimento Negro no Brasil, especialmente no que se refere à educação, percebida como um potente instrumento de mudança social. Outra questão importante é a presença do discurso da branquitude na legislação brasileira, embora ela não seja nomeada. Para que a legislação antirracista fosse publicada, especialmente as políticas de ações afirmativas, foi preciso o reconhecimento do racismo, bem como dos privilégios para a população branca. No momento em que o discurso da branquitude se materializa em textos e falas (ditas e não ditas), ele produz práticas sociais, gera debate e subjetiva os sujeitos sobre os seus pressupostos.

 

Palavras-chave: Branquitude. Poder. Educação. Racismo. Legislação Antirracista.