Minha foto
Santa Cruz do Sul, Rio Grande do Sul, Brazil
O Observatório de Educação e Biopolítica (OEBIO) é uma iniciativa integrada ao Grupo de Pesquisa Identidade e Diferença na Educação e à Linha de Pesquisa Educação, Cultura e Produção de Sujeitos, no âmbito do Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade de Santa Cruz do Sul – RS. O OEBIO reúne pesquisadores(as) interessados nos estudos pós-estruturalistas, especialmente nos estudos foucaultianos, e suas interseções com a Educação. O objetivo do blog é divulgar as pesquisas (dissertações e teses), publicações e ações do grupo, além de criar espaços para trocas, parcerias e diálogos com pesquisadores(as) de outras instituições.

Postagem em destaque

Mostrando postagens com marcador Dissertações. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Dissertações. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

Defesa Dissertação de mestrado

 

UNIVERSIDADE DE SANTA CRUZ DO SUL – UNISC

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO

– MESTRADO E DOUTORADO –

Mestranda: Júlia Maria Nunes

Título da Dissertação: “A Inteligência Artificial CHATGPT, Produções Discursivas e Governamentalidade Neoliberal”.

Avaliadores (nome e instituição): Dra. Carine Bueira Loureiro (IFSUL) e Dr. Willian Fernandes Araújo (UNISC).











quarta-feira, 3 de julho de 2024

Dissertações

 Título: Biopolítica da pandemia: discursos, produção de verdades e processos educativos durante a crise sanitária do coronavírus no Brasil

Autora: Fernanda dos Santos Iochims

Orientador: Mozart Linhares da Silva

Dissertação (Mestrado em Programa de Pós-Graduação em Educação (Mestrado e Doutorado)), 2022. - Universidade de Santa Cruz do Sul, Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior.

https://repositorio.unisc.br/jspui/handle/11624/3469


Resumo:


Esta pesquisa objetiva analisar, através das lentes de Michel Foucault, o contexto das pandemias na história, suas repercussões no modo de construção do sujeito e da sociedade e a produção de subjetividades a partir das conduções bio e necropolíticas da governamentalidade neoliberal, que constroem normativas, educam e subjetivam os indivíduos imersos em um cenário pandêmico que se reproduz na atualidade. A forma como o Estado conduz a pandemia no Brasil traz à tona as vidas consideradas perdíveis, matáveis, destrutíveis, que não merecem luto ou não são passíveis de sofrimento. É neste contexto em que se opera não mais a biopolítica, mas sim um modelo necropolítico da governamentalidade neoliberal, que produz os corpos que não importam lançando mão de um poder que atua sobre faixas etárias, sobre populações pobres, sobre cores, etnias, gêneros, sobre sexualidades. A globalização do neoliberalismo cria o ambiente ideal para que se estabeleça a bio e a necropolítica que atravessam as estruturas deste modelo que tem o capital, o lucro a todo custo em seu cerne. Pensar sobre bio e necropolítica, sobre as implicações do discurso e sobre os processos educativos e de subjetivação que nos constituem, é refletir também sobre o conjunto de práticas que promovem o genocídio de certos grupos que, através da lógica neoliberal e seus dispositivos de poder, ficam completamente vulneráveis à morte. A pesquisa nos amplia a compreensão sobre os arranjos necropolíticos da governamentalidade neoliberal, sobretudo no contexto de vulnerabilidade exacerbada em que se constitui a pandemia da Covid-19. É imprescindível que confiramos oposição à uma lógica que exclui, que vulnerabiliza, que oprime e que mata. Não podemos aceitar que o luto seja simplificado, que a morte seja naturalizada, que se torne aceitável. Urge uma questão ética, humana, para que seja sustentada resistência à roda de violência.

 

 

Título: Branquitude e Educação: um olhar sobre a constituição das subjetividades raciais no ambiente escolar

Autora: Luiza Franco Dias

Orientador: Mozart Linhares da Silva.

Dissertação (Mestrado em Programa de Pós-Graduação em Educação (Mestrado e Doutorado)) - Universidade de Santa Cruz do Sul, Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior.

https://repositorio.unisc.br/jspui/handle/11624/3133

 

Resumo:

Considerando os estudos sobre branquitude e educação, bem como as lentes foucaultianas em relação às práticas discursivas e à constituição do sujeito, a presente pesquisa se debruça sobre as relações raciais e sobre o racismo no ambiente escolar. A problemática da pesquisa consiste em analisar como os discursos em relação às questões raciais se configuram no ambiente escolar, a partir das narrativas de docentes e demais agentes implicados no ensino básico público da cidade de Santa Cruz do Sul/RS. As narrativas dos(as) professores(as) e agentes da educação carregam consigo premissas a serem analisadas para compreender quais verdades circulam em relação à ideia de "raça" e como as práticas discursivas sobre o racismo se constituem no campo da educação. O corpus discursivo da pesquisa é produzido por meio da técnica investigativa de grupos focais e da transcrição das falas dos sujeitos da pesquisa. A discussão analítica desse corpus se dá com base na Análise do Discurso (AD), de acordo com as lentes foucaultianas. O trabalho é estruturado com dois capítulos teóricos referentes às discussões, sendo o primeiro sobre "Branquitude e educação: problematizações", e o segundo sobre a "Dinâmica social do racismo e da branquitude no Brasil", os quais servem de aporte reflexivo para as discussões analíticas. Quanto ao capítulo ?Atravessamentos discursivos da branquitude?, é realizada a análise do corpus discursivo através da construção de nove subtópicos que contemplam as inquietações propostas nos objetivos da pesquisa, tratando respectivamente dos seguintes temas: (I) invisibilidade e negação do racismo; (II) discurso meritocrático e mito da democracia racial; (III) concepção de racismo reverso; (IV) racismo, educação e mercado de trabalho; (V) o papel da escola, do professor e da lei 10.639/2003 na educação antirracista; (VI) a importância da representatividade na escola e nos materiais didáticos; (VII) discussões em relação às cotas raciais; (VIII) mobilidade social e as fronteiras raciais em relação à espacialidade urbana, e, por último; (IX) as práticas discursivas sobre o racismo que circulam na escola enquanto reflexo da sociedade. Por fim, é proposto um capítulo teórico-reflexivo intitulado "Ethos Neoliberal, Educação e Devir", no qual são articulados os discursos meritocráticos que emergiram na pesquisa com o contexto neoliberal contemporâneo. Evidencio, para concluir, que os discursos da branquitude ratificam a construção de um sistema educacional fundado com base em um ideal de brancura, isto é, tendo a constituição da identidade branca enquanto norma, o que influencia diretamente os processos de subjetivação no ambiente escolar.

sábado, 15 de agosto de 2020

Dissertação de Mestrado

Título: Infâncias-migrantes-literatura-infantil: cometas, para interrogar o mundo e reinventar mapas.

Dissertação apresentada ao Programa de Pós-graduação em Educação – Mestrado e Doutorado, em 2020

Autora: Caroline Couto

Orientadora: Dra. Betina Hillesheim

Acesso em: [PDF] Infâncias-Migrantes-Literatura-infantil: cometas, para interrogar o mundo e reinventar mapas.

RESUMO: Esta dissertação é feita de encontros e de histórias, de crianças, infâncias, literatura e migrações. Conta histórias de vidas e de mortes, de partidas e chegadas, saudades e recomeços. É feita de memórias. E também é feita de literatura, daquela que adjetivamos com o infantil. São histórias que compõem a história do que vimos chamando crise humanitária. Uma narrativa de acontecimentos, com recortes e contornos bem marcados: por contemporâneas tomam-se as migrações ocorridas nesta segunda década do século XXI; por migrações, tomam-se as internacionais; e por infância, entende-se a experiência de inaugurar o mundo. Propõe pensar a crise humanitária, relacionada as migrações internacionais contemporâneas e as situações de refúgio, a partir da experiência da infância. Para tanto, assume como processo teórico-metodológico a cartografia, e como principal operador conceitual a infância. A partir disto, discute as linhas molares e moleculares que compõe os discursos da crise humanitária e, pela infância, abre espaço para as linhas de fuga, instaurando infâncias-migrantes.

 Palavras-chave: crise humanitária, migrações internacionais, refugiados, literatura infantil, infâncias.


quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Dissertação

Título: (Bio)políticas educacionais e eugenia nos tempos do ministro Gustavo Capanema

Autora: Rafaela Rech

Programa de Pós-graduação em Educação (mestrado e doutorado) da UNISC

Ano: 2017

LINK de acesso : http://hdl.handle.net/11624/1646

RESUMO: A presente dissertação foi desenvolvida na linha de pesquisa “Educação, Cultura e Produção de Sujeitos”, na área de concentração “Educação”, do Programa de Pós-Graduação em Educação – Mestrado e Doutorado - da Universidade de Santa Cruz do Sul – UNISC. A partir das teorizações de Michel Foucault sobre governamentalidade biopolítica, buscou-se analisar a educação como um mecanismo para a constituição da nação e do corpo-espécie da população. Assim, a educação pode ser problematizada como dispositivo, como uma “dobradiça”, que une o indivíduo à população e possibilita que esta seja compreendida como relevante para a construção de estratégias biopolíticas durante a Era Vargas, especificamente durante a gestão de Gustavo Capanema no Ministério da Educação entre os anos de 1934 e 1945. Para tanto, a dissertação desdobra-se em três capítulos. No primeiro capítulo, é analisado o contexto histórico brasileiro do fim do século XIX e início do século XX, momento em que a busca da constituição do ideal de uma população se faz presente nos discursos dos intelectuais, cientistas e estadistas pautados nas teses do racismo científico. No segundo capítulo, são problematizadas as discussões sobre as propostas e posterior inserção de uma educação eugênica no Brasil na década de 1920, em que se pretende chamar a atenção para a importância que a educação assume no período. Por fim, o terceiro capítulo é dedicado às análises e problematizações das estratégias de governamentalidade biopolítica no Ministério da Educação e Saúde Pública durante os anos de 1934 e 1945. Na dissertação, são utilizadas fontes como publicações de periódicos e de congressos como Boletim de Eugenia, Atas do Congresso de Eugenia, Revista de Educação Physica e Anais da Constituinte de 1934 com o intuito de dar subsídio à pesquisa e problematizar estratégias biopolíticas na primeira metade do século XX. Foi no contexto do Ministério Capanema que a racionalidade biopolítica se constituiu como estratégia de governamentalidade, tendo a educação como um elemento que, articulado a uma narrativa sobre a nação, regulou o modo de vida da população, atuando diretamente sobre as atividades e disciplina dos indivíduos.


terça-feira, 28 de julho de 2020

Dissertação de Mestrado


Título: Raça, biopolítica e educação: dispositivos de in/exclusão
Autor: Camila Francisca da Rosa
Orientador: Mozart Linhares da Silva


Resumo: A presente pesquisa teve por objetivo problematizar os dispositivos de in/exclusão e de segurança enquanto modos de regulação dos sujeitos negros na construção das narrativas nacionais brasileiras, especialmente como estes são tensionados no campo educacional. A pesquisa foi orientada pelas teorizações foucaultianas, principalmente em torno do conceito de biopolítica, o poder que, para Foucault, emerge no século XIX para dar conta da coletividade, de detalhes que são próprios da vida da população, através de táticas dispositivas como é o caso da inclusão e da segurança. Desta forma, tomei, inicialmente, como eixo de análise dois contextos históricos em que a construção das narrativas nacionais exigiu uma série de estratégias de governamentobiopolítico sobre os sujeitos. No primeiro capítulo, quando do governo Vargas, a regulação dos sujeitos negros deu-se pela mestiçagem, em que o negro, transformado no mestiço (tanto física como culturalmente), é incluído na ideia de pertença à nacionalidade, mas, no entanto, excluído de sua negritude; já o dispositivo de segurança é condicionado à construção discursiva do mito da democracia racial, a ideia de inexistência do racismo por cor. O outro processo em que o imperativo da inclusão funciona de forma concomitante à exclusão ocorreu a partir dos anos 1980, quando a já cimentada democracia racial é colocada em estado de dubiedade, a partir de uma série de estudos estatísticos e do surgimento do Movimento Negro Unificado, que emerge propondo um discurso racialista e a retomada política da consciência negra, que impulsiona, somente nos governos FHC e Lula, as políticas públicas inclusivas como condições estratégicas de captura e de regimes de verdade em torno da nação, incluindo os sujeitos pelo discurso da diversidade ao mesmo tempo em que se excluem as diferenças e se garante a seguridade das relações. No terceiro capítulo, são analisados os Parâmetros Curriculares Nacionais, através do tema transversal Pluralidade Cultural, e as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana para entender como o dispositivo da inclusão foi potencializado através do discurso da diversidade Mostro como ambos os documentos constituíram novas narrativas identitárias inclusivas e seguras em torno do negro na construção da nação, problematizando como a ideia da diversidade pode funcionar como modo de exclusão, principalmente no que se refere à concepção de identidades essencializadas.

Palavras-chave: Educação, Biopolítica,  In/exclusão, Raça, Narrativas identitárias.


segunda-feira, 27 de julho de 2020

Dissertação


Título: ZOMBI, ZAMBI, ZUMBI: narrativas sobre Palmares.
Autor: Vinícius Finger

Resumo: As narrativas históricas acerca do Quilombo dos Palmares e seu principal líder, Zumbi, datam do século XVIII e não se constituem como um discurso homogêneo; ao contrário, demonstram o quanto as construções históricas são dinâmicas no tempo e no espaço. No período colonial, por exemplo, o quilombo de Palmares foi caracterizado de modo geral como um obstáculo à colonização portuguesa no Brasil. E o nome "Zumbi" não se referia a uma pessoa, mas sim, à nomenclatura dada aos lideres palmarinos pelos portugueses. No período imperial predominou uma interpretação regionalista de Palmares, no qual o surgimento e a destruição do quilombo haviam sido, assim como outros eventos históricos, desafios à unidade nacional que foram superados. De modo que ao longo da historiografia brasileira, diversas e por vezes contrarias versões da narrativa de Palmares e Zumbi, foram produzidas e inventadas. Neste trabalho composse uma análise genealógica das construções narrativas sobre Zumbi dos Palmares e sua relação com as estruturas de governamento constituídas ao longo da história brasileira. Análise feita a partir dos modos e práticas educacionais de diferentes extratos discursivos sobre o Brasil e os sujeitos negros brasileiros, que são constituintes das relações de verdade, de conhecimento e de poder. Isso feito através da produção original de um modo de composição narrativo que dá destaque à descrição e à diferenciação entre tais extratos, através de uma narrativa gráfica sequencial (história em quadrinhos).

Palavras-chave: Zumbi dos palmares; Histórias em quadrinhos, Quilombos de Palmares, Narrativas, História.





Dissertação de Mestrado


Título: A constituição do sujeito professor da educação profissional e tecnológica em um curso do PROEJA: cartografando processos de subjetivação

Autora: Josí Aparecida de Freitas (2014)

Resumo:        
Esta dissertação analisa o processo de constituição do sujeito professor da educação profissional e tecnológica que trabalha em um curso técnico, na modalidade PROEJA, em um câmpus do Instituto Federal Sul-rio-grandense. Os caminhos para a realização desta pesquisa são delimitados por escolhas teórico-metodológicas que os tensionam: a constituição dos sujeitos em Foucault, atravessada pelos conceitos de dispositivo e de resistências e a produção de dados através do método cartográfico. Para registro dos dados produzidos foi utilizado um diário de campo, cujas anotações formam o corpus de análise da pesquisa. Problematiza-se a produção de subjetividades docentes em meio à constituição histórica do IFSul. Importa analisar os jogos de verdade produzidos nas relações de poder do território de pesquisa. Implicada na trama discursiva do IFSul está a construção de um curso técnico na modalidade PROEJA, cujos professores são os sujeitos desta pesquisa. Com a cartografia, acompanharam-se os processos de subjetivação desses docentes, enquanto produtores de pontos de resistências aos jogos de verdade da instituição. Entendendo as resistências como práticas de liberdade na constituição desses sujeitos, busca-se para esse entendimento, em Foucault, o conceito de cuidado de si, que o autor traz da Antiguidade como uma atitude do sujeito em inquietar-se, ocupar-se, preocupar-se consigo mesmo e com os outros ou, ainda, com o mundo. Demonstra-se que, ao resistir a esses jogos de verdade, colocados em prática pelo dispositivo formação continuada, os professores se constituem em sujeitos éticos, em relação ao código moral que lhes é prescrito. Porém, ressalta-se, a partir de Foucault, que das relações de poder não se escapa totalmente. Os pontos de resistências que se formam provocam rearticulações do dispositivo, o que resulta na relação permanente entre produção de subjetividades e verdades em disputa, no território pesquisado. Considera-se, em nível de resultados para as discussões deste trabalho, que o sujeito professor da educação profissional e tecnológica que trabalha com o PROEJA se constitui jogando o jogo de verdades da instituição que está, também, construindo historicamente. É um sujeito em construção, em produção constante, entre conflitos e confrontos, disputas e verdades, saber e poder. Um sujeito ativo, que não é simplesmente regulado ou conduzido, mas que resiste a essa regulação, busca suas possibilidades de liberdade, inquieta-se, inquietando seus colegas. Resistindo aos jogos de verdades, mantém-se no jogo, aprendendo a jogar.

Palavras-chave: Educação. Subjetivação. Formação de Professores. Jogos de Verdade. Cartografia.

Link para o repositório UNISC: https://repositorio.unisc.br/jspui/handle/11624/983