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Santa Cruz do Sul, Rio Grande do Sul, Brazil
O Observatório de Educação e Biopolítica (OEBIO) é uma iniciativa integrada ao Grupo de Pesquisa Identidade e Diferença na Educação e à Linha de Pesquisa Educação, Cultura e Produção de Sujeitos, no âmbito do Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade de Santa Cruz do Sul – RS. O OEBIO reúne pesquisadores(as) interessados nos estudos pós-estruturalistas, especialmente nos estudos foucaultianos, e suas interseções com a Educação. O objetivo do blog é divulgar as pesquisas (dissertações e teses), publicações e ações do grupo, além de criar espaços para trocas, parcerias e diálogos com pesquisadores(as) de outras instituições.

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sábado, 18 de junho de 2022

 Educação, Biopolítica e produção da branquitude no Brasil

O projeto tem como objetivo a análise da educação enquanto dispositivo de governamentalidade biopolítica no processo de construção de subjetividades raciais no Brasil, nomeadamente a construção da branquitude. Entende-se a emergência da biopolítica e da produção da branquitude como processo de racialização do Estado-nação, iniciado no contexto de constituição das narrativas identitárias embasadas no racismo científico, na segunda metade do século XIX em diante, e seus desdobramentos no racismo estrutural. O racismo estrutural organiza o regime de verdade sobre o corpo-espécie da população, o imaginário sobre a raça e a nacionalidade, processo que entendemos ter sido efetivado a partir da era Vargas (1930), quando da construção do mito ou ideologia da democracia racial, entendida aqui como dispositivo de segurança que organiza as relações raciais no Brasil sob a égide da inexistência do racismo. Dentre as instituições acionadas pela biopolítica do Estado brasileiro a partir dos anos 1930, destacamos a educação, ou melhor, os processos de educabilidade, entendidos como mais amplos do que aqueles instituídos pela escolarização. Ao colocar estas questões, o projeto visa contribuir com os estudos sobre educação, racismo e biopolítica no Brasil, sobretudo com o papel da educação enquanto dispositivo neste processo de construção da branquitude e da narrativa identitária nacional. Projeto contemplado no Edital 07/2021 FAPERGS Programa Pesquisador Gaúcho (PGQ) - 2021-2024. Projeto contemplado no Edital CNPq/MCTI/FNDCT Nº 18/2021 - Faixa A - Grupos Emergentes.

segunda-feira, 27 de julho de 2020

Projeto de Pesquisa


Título: Educação, Biopolítica e produção de subjetividades (não)raciais no Brasil

Coordenador: Mozart Linhares da Silva

Início das atividades: 2018
CV: http://lattes.cnpq.br/0359456090600614

Resumo:
O projeto tem como objetivo a análise da educação enquanto dispositivo de governamentalidade biopolítica no processo de construção de subjetividades (não)raciais no Brasil. Toma-se como contexto de emergência desse processo as narrativas identitárias norteadas pelo debate sobre o racismo científico na primeira metade do século XX, sobretudo na era Vargas, quando o projeto de branqueamento da nação, desdobrado na ?ideologia da democracia racial?, foi instituído como biopolítica de Estado. Problematiza, a partir das teorizações foucaultianas, como a educação foi pensada neste processo, considerando as interfaces dos movimentos eugenista e sanitarista na construção de regimes de verdade implicados nos processos de subjetivação e constituição do corpo-espécie da população nacional. Entende-se a democracia racial, sob a égide da biopolítica, como um dispositivo de segurança que permitiu contornar a ideia de conflito racial no país, sobretudo ao tomar a miscigenação como “estruturante” das narrativas identitárias que, a partir dos anos 1930, dera feição oficial a ideia de brasilidade. Ao colocar estas questões, o projeto visa contribuir com os estudos sobre educação, racismo e biopolítica no Brasil, mormente com o papel da educação neste processo de construção da narrativa da nação. 

Palavras-chave: Educação; Biopolítica; Subjetividade; Racismo; Narrativas Identitárias.


Projeto de Pesquisa


Título: Educação, Biopolítica e produção da branquitude no Brasil
Coordenador: Mozart Linhares da Siva
Início das atividades: 2020

Resumo: O projeto tem como objetivo a análise da educação enquanto dispositivo de governamentalidade biopolítica no processo de construção de subjetividades raciais no Brasil, nomeadamente a construção da branquitude. Entende-se a emergência da biopolítica e da produção da branquitude como processo de racialização do Estado-nação, iniciado no contexto de constituição das narrativas identitárias embasadas no racismo científico, na segunda metade do século XIX em diante, e seus desdobramentos no racismo estrutural. O racismo estrutural organiza o regime de verdade sobre o corpo-espécie da população, o imaginário sobre a raça e a nacionalidade, processo que entendemos ter sido efetivado a partir da era Vargas (1930), quando da construção do mito ou ideologia da democracia racial, entendida aqui como dispositivo de segurança que organiza as relações raciais no Brasil sob a égide da inexistência do racismo. Dentre as instituições acionadas pela biopolítica do Estado brasileiro a partir dos anos 1930, destacamos a educação, ou melhor, os processos de educabilidade, entendidos como mais amplos do que aqueles instituídos pela escolarização. Ao colocar estas questões, o projeto visa contribuir com os estudos sobre educação, racismo e biopolítica no Brasil, sobretudo com o papel da educação enquanto dispositivo neste processo de construção da branquitude e da narrativa identitária nacional.

Palavras-chave: Educação, Biopolítica, Branquitude.