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Santa Cruz do Sul, Rio Grande do Sul, Brazil
O Observatório de Educação e Biopolítica (OEBIO) é uma iniciativa integrada ao Grupo de Pesquisa Identidade e Diferença na Educação e à Linha de Pesquisa Educação, Cultura e Produção de Sujeitos, no âmbito do Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade de Santa Cruz do Sul – RS. O OEBIO reúne pesquisadores(as) interessados nos estudos pós-estruturalistas, especialmente nos estudos foucaultianos, e suas interseções com a Educação. O objetivo do blog é divulgar as pesquisas (dissertações e teses), publicações e ações do grupo, além de criar espaços para trocas, parcerias e diálogos com pesquisadores(as) de outras instituições.

Postagem em destaque

terça-feira, 2 de julho de 2024

Artigos publicados

 Título: A educação como serviço essencial no contexto “necroliberal” da pandemia no Brasil

Autora: Larissa Scotta

Criar Educação – Revista do Programa de Pós-graduação em Educação da UNESC

Vol. 12, nº 2, Ano 2023

Acesse o periódico: https://periodicos.unesc.net/ojs/index.php/criaredu/article/view/7293

Resumo:

A proposta deste artigo é a de abordar o modo como a educação é significada pela discursividade neoliberal no contexto brasileiro de pandemia pela Covid-19. A partir da análise da política da morte (MBEMBE, 2018) que se instaura para o todo da população, chega-se à compreensão de que a educação passa a ser inscrita não como um direito social, previsto na constituição, mas como um serviço essencial ao qual os sujeitos precisam aderir. Tal serviço passa a ser fornecido, sob qualquer circunstância, não a “sujeitos de direitos”, que deveriam ter a vida garantida pelo Estado, mas a “sujeitos de mercado”, empresários de si mesmos que poderiam ter a vida abreviada pelo Estado em razão da lógica do “necroliberalismo” (MBEMBE, 2020).

Palavras-chave: Educação. Necroliberalismo. Pandemia.

 

Título: O estudante 'empresário de si mesmo' do Novo Ensino Médio

Autora: Larissa Scotta

Revista Contemporânea de Educação

Vol. 18, nº 43, Ano 2023

Acesse o periódico: https://revistas.ufrj.br/index.php/rce/article/view/55333/39859

Resumo

O texto discute a emergência de um modelo de escolarização, no contexto neoliberal conservador brasileiro, que toma o estudante do ensino médio como um “empresário de si mesmo”, capaz de exercer ações para potencializar seu capital humano a partir de um protagonismo e de uma responsabilização na escolha de seu percurso formativo. A partir do referencial teórico dos estudos foucaultianos, a primeira parte aborda desdobramentos da governamentalidade neoliberal no domínio educacional. A segunda parte mobiliza discursos presentes em diretrizes da reforma do ensino médio no estado do Rio Grande do Sul e aponta a projeção de valores e princípios que advêm do ethos neoliberal. A terceira parte trata do entrelaçamento entre responsabilização individual e esteio familiar.

Palavras-chave: Reforma Ensino Médio. Governamentalidade. Neoliberalismo.

terça-feira, 25 de junho de 2024

terça-feira, 18 de junho de 2024

Entrevista com o professor Alfredo Veiga-Neto na Revista Reflexão & Ação.

EDUCAÇÃO E ESTUDOS FOUCAULTIANOS: UMA ENTREVISTA COM ALFREDO VEIGA-NETO 

Entrevista realizada pelo Observatório de Educação e Biopolítica com o professor Alfredo Veiga-Neto foi publicada na Revista Reflexão & Ação (v. 29, n. 1 (2021)).

Acesso: https://online.unisc.br/seer/index.php/reflex/article/view/16074/pdf


domingo, 16 de junho de 2024

Livro

 


Este livro tem como objetivo contribuir para o debate sobre as políticas de identidade e suas estratégias no enfrentamento ao racismo no Brasil. Dividido em duas partes, cada uma com dois capítulos, o livro examina dois contextos nos quais a questão racial foi abordada.
A primeira parte, intitulada “Democracia racial e dispositivo de segurança”, analisa o contexto histórico da primeira metade do século XX, após a abolição da escravidão e o advento da República. Durante esse período, a composição racial da população tornou-se um desafio na construção de um projeto nacional. As discussões no pós-abolição envolveram teorias do racismo científico, movimentos sanitários e eugenistas, resultando em um projeto nacional baseado na ideia de branqueamento da população bem como na construção do mito da democracia racial, que desempenhou papel estratégico na construção dessa narrativa identitária nacional.
Na segunda parte, intitulada “Da desconstrução da democracia racial às políticas de identidade”, é apresentado o processo de desconstrução do dispositivo de segurança da democracia racial a partir dos anos 1950, com ênfase nas contribuições acadêmicas e nos movimentos sociais antirracistas. Analisa, na sequência, as políticas de identidade atuais e suas estratégias para combater o racismo. Por último, o livro problematiza os movimentos identitários antirracistas em relação à miscigenação e aos processos de subjetivação racial, propondo a superação destas estratégias a partir da “política de alianças” e “do comum”, conforme teorizadas por Judith Butler e Achille Mbembe, respectivamente.

https://pedroejoaoeditores.com.br/produto/producao-de-subjetividades-raciais-no-brasil-da-democracia-racial-as-politicas-de-identidade/

Livro


 Este livro proporciona uma introdução acessível à biopolítica, derivada dos estudos de Michel Foucault e seus desdobramentos contemporâneos explorados por Giorgio Agamben e Achille Mbembe. O autor, com experiência de mais de 20 anos em programas interdisciplinares, aborda as dificuldades dos estudantes ao ingressarem nos estudos foucaultianos. O foco é a biopolítica e seus impactos na contemporaneidade, destacando o flerte com o fascismo e a ascensão da extrema-direita. O texto explora a multiplicidade da biopolítica, desde a busca por uma vida melhor até políticas divisórias que atentam contra grupos sociais específicos. Na abordagem dos movimentos neofascistas, entendidos como manifestações de necropolíticas, o autor examina como certos grupos têm suas vidas desqualificadas politicamente. O livro é dividido em quatro capítulos, abordando o “poder disciplinar”, “biopolítica e governo da vida”, “biopolítica e racismo de Estado”, e, por fim, “biopolítica, vida nua e necropolítica” com análises de Agamben e Mbembe. A conclusão conecta essas análises para refletir sobre o neoliberalismo contemporâneo e suas facetas fascistas. Uma obra que busca apresentar a biopolítica de maneira acessível, sem perder o rigor acadêmico.

https://pedroejoaoeditores.com.br/produto/introducao-a-biopolitica-de-michel-foucault-e-seus-desdobramentos-na-contemporaneidade/